Haute Coiffure Française está de volta com uma equipa renovada

Após uma pausa de 2 anos a Haute Coiffure Française (HCF), que desde 1945 se define como um universo de criações artísticas, técnicas, perícia e beleza, ligada às grandes elites de cabeleireiros mundiais, renovou-se. O dia 1 de Agosto foi marcado pelo regresso da HCF a Portugal, com uma nova direcção e uma nova equipa criativa. A Tom Sobre Tom esteve presente no evento que teve lugar no Hotel Mundial para conhecer a direcção internacional, que conta com um novo presidente mundial: Pascal Bizolon e uma nova directora geral: Elisabete Casaca. Em Portugal, Fernando Karvalho será o delegado responsável pela dinamização da HCF no nosso país.

 

 

 

Durante a conferência de Imprensa, a Tom Sobre Tom teve a oportunidade de dirigir algumas questões a Pascal Bizolon o novo presidente mundial da HCF, que se mostrou optimista em relação ao futuro da HCF e revelou os desafios e as mudanças planeadas para esta HCF renovada.

Com uma história de prestígio que marca os 76 anos de existência, que visão tem Pascal Bizolon para o futuro da HCF?

A HCF tem já uma longa história e o meu objectivo é modernizar e prepará-la para os desafios do presente, mas tendo sempre como base os valores e tradições da HCF em Paris. Quando surgiu, a HCF foi criada à imagem de Paris e a escola francesa sempre teve grande influência nas tendências internacionais de cabelos, por isso, aquilo que queremos hoje é expandir a HCF, com o prestígio que lhe é reconhecido, e partilhar esta HCF reinventada com o mundo.

Quais são os desafios que encontra enquanto presidente?

O primeiro desafio que encontrei quando assumi a presidência da HCF foi a reestruturação da marca. A HCF tem uma história notável e apresenta todo um trabalho realizado no passado que valoriza o mundo dos profissionais dos cabelos, mas que com esta ausência de dois anos caiu um pouco no esquecimento. Por isso o grande desafio que temos é reinventar a marca e olhar para o futuro. E desta forma fico feliz de anunciar que a HCF regressa com novos elementos na equipa criativa, com uma direcção reestruturada e novas ideias.  

 

Pioneira incontestável, qual é hoje o seu papel enquanto entidade que personifica o know-how, a ética profissional e os valores que elevam a criação artística ao mais alto nível?

Formamos uma nova equipa apaixonada, pela profissão e pela HCF, por isso o nosso papel é continuar a trabalhar, com os mesmos valores de sempre, num projecto que é feito por profissionais, para profissionais – desde a criação das colecções, à formação e o acompanhamento – que é o que nos diferencia. O desafio actual passa por conseguir acompanhar os profissionais, comunicar novidades e realizar os nossos shows, tendo em conta a situação pandémica, cumprindo todas as normas recomendadas.

 

O acesso a uma oferta formativa de excelência era algo que distinguia a HCF, enquanto Clube de Elite de profissionais. Tendo em conta as restrições do actual contexto, o que mudou na forma e nos meios como facultam a formação?

A formação é fundamental e primordial nesta profissão. Enquanto professor catedrático de economia e gestão percebo a importância da partilha de conhecimentos e da formação. Mas neste momento e tendo em conta a situação actual, a HCF fez uma pausa nessa área. Isto porque acreditamos que é essencial a formação presencial, uma vez que é uma área profissional que exige muito prática. Assim que a situação pandémica o permitir e forem levantadas todas as restrições, queremos voltar com toda a segurança às formações presenciais. Posteriormente, um dos objectivos é comunicar pequenos teasers dessas formações nas redes sociais para cativar futuros sócios da HCF.  

 

E nos conteúdos formativos, têm alguma novidade preparada?

Além dos conteúdos técnicos, consideramos que é importante partilhar outros conteúdos que ofereçam as ferramentas importantes de trabalho que se ajustem aos dias de hoje. Nesse sentido a HCF vai abrir as portas à formação no digital e partilhar conteúdos sobre comunicação, gestão das redes sociais etc porque devido às agendas ocupadas, os cabeleireiros muitas vezes não têm tempo para adquirir autonomamente estes conhecimentos, que hoje em dia são fundamentais. Em Paris já começámos a estruturar esses conteúdos e partilhámos com os sócios em primeira mão, que é também um dos nossos objectivos: priorizar a relação com os nossos sócios, estabelecendo uma relação de proximidade entres estes e a equipa artística. Neste sentido, agora os sócios podem entrar em contacto directo com a equipa artística para tirar duvidas e partilharem conhecimentos. E na formação o sentido é o mesmo: formação técnica ao mais alto nível e acompanhamento e a disponibilização de ferramentas para evoluírem ao máximo.

Fale-nos do papel do digital na visão de futuro da HCF.

A HCF vê o digital como um complemento. Sabemos que a digitalização é fundamental nos dias de hoje, sobretudo para comunicarmos com os profissionais e com os nossos sócios. Para sermos sinceros, sabemos que estamos um pouco atrasados nessa área. No entanto é um processo no qual estamos a trabalhar.

E considera que o digital é uma ferramenta importante para renovar a HCF e captar novos talentos?

Claro que sim, mas o grande objectivo da HCF é caminhar ao mesmo ritmo dos sócios e profissionais. Para isso é necessário acompanhar os sócios antigos, que não estão tão familiarizados com o digital e, simultaneamente, captar novos talentos, neste caso, os mais jovens, que “vivem” nas redes sociais.

Portugal teve a honra de receber o encontro Haute Coiffure Française. O que norteou esta iniciativa? Que objectivos definiram para este encontro?

O grande objectivo é relançar a HCF em Portugal. Mas o que realmente norteou este encontro não foi o quê, mas quem: o agora responsável pela HCF em Portugal, Fernando Karvalho. O Fernando era sócio da HCF Paris e mantinha já uma relação de proximidade com a equipa artística e partiu do próprio, a ideia de “reactivar” a célula da HCF em Portugal. Assim que começámos a estruturar a nova direcção e equipa artística soubemos que realmente faria todo sentido relançar a HCF em Portugal, sobretudo com alguém que partilhasse dos mesmos valores da HCF e fosse capaz de fazer a ponte entre este maravilhoso país, que pessoalmente adoro, e Paris. E assim foi. A seriedade, o trabalho, o talento e a energia do Fernando Karvalho fizeram-nos acreditar que agora a HCF está no caminho para voltar ao topo.

Dia 12 de setembro a HCF regressa aos palcos para apresentar no Folies Bergés o seu show Creation, que celebra 76 anos de existência e de experiência. O que se pode esperar desta edição depois de 2 anos de ausência? Quais serão as grandes novidades?

Sem poder adiantar muito, aquilo que podem esperar é uma HCF renovada, que volta com imensas novidades. Além disso, vão poder ver também um outro lado da HCF que surge da associação à TRIBU-TE Show.

Além da associação à TRIBU-TE Show também se uniram ao grupo de hairstyling Hair Community para a apresentação do show. O que esteve na origem desta “união”?

Vínhamos de um momento difícil, económico e social, e a união com estas duas grandes marcas surgiu quase como um acaso, num “encontro” como gosto de definir, privilegiado pela experiência e dimensão destas marcas no sector da beleza profissional a nível mundial. É mesmo um “encontro”, um feliz acaso, como aconteceu com o Fernando e um “encontro” como o que vivemos hoje, aqui.

 

Créditos Imagens: Just Frame It

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